segunda-feira, 6 de junho de 2011

It's Alive!

Olá, pessoal (seja lá quem são vocês)!

Depois de um longo tempo, estou de volta. Dei um tempo com os textos do blog, mas em NENHUM momento parei de escrever nesses ultimos três meses. Vejamos os porquês:

1) Tenho produzido minha monografia sobre vampiros na literatura, e o material todo vai dar em torno de 60 páginas e dezenas horas de muita pesquisa. O resultado vocês conferirão em Julho.

2) Tenho participado de concursos contos, e ao longo de 4 meses produzi três novos (um deles, o Vendilhão de Rumores, inclusive foi classificado!).

3) Fiz um texto para a palestra de RPG que eu e meu amigos Lucas demos em Março no XV Encontro de RPG de Viçosa;

E por aí vai.

Outra boa notícia é que, ainda que eu não esteja assistindo muita coisa atualmente, duas séries já me satisfazem como há muito não satisfazia: Being Human e Game of Thrones. Em breve, postarei sobre elas aqui e também sobre os contos.

Abraços e bom retorno pra mim!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Previsões para o Oscar 2011

Depois de conhecido os indicados do Oscar de 2011, entrei naquela ritualística maratona de assistir a maior quantidade de screeners que fosse possível. O resultado, particularmente, foi uma seleção de películas de qualidade e, para ser sincero, tais indicados puderam salvar 2010 de um desastre ainda maior (como já disse num post anterior, o ano passado se consagrou como um dos mais medíocres em termos de lançamentos). Ressalvas feitas, vamos aos palpites:


Melhor Filme

Vai ganhar: O Discurso do Rei. É o favorito, tem um roteiro bem planejado e a produção é de qualidade. O conjunto soa coeso para um filme oscarizado, certamente.
meu voto seria: A Origem. Apesar do genialismo de discurso do Rei ou das atuações brilhantes d’O Lutador ou 127 Horas, meu voto sempre será para o cinema “progressivo”. Nolan pisou num território remotamente explorado e criou algo a partir do nada assim como Don Cobb o fez ao chegar no Limbo.
Xingaria a mãe se ganhasse: A Rede Social. Até hoje não entendi todo o hype em torno de um filme tão comum.


Melhor Diretor

Vai ganhar: Tom Hooper (O Discurso do Rei). Nunca fez ou fará sentido consagrar um filme como o melhor do ano e não eleger também o seu diretor.
meu voto seria: Christopher Nolan (A Origem). Pelos mesmos motivos da categoria acima. Um filme A+ concebido por um visionário que arrisca na medida certa. Pena que nem ao menos indicado ele foi.
Xingaria a mãe se ganhasse: David Fincher (A Rede Social). É uma pena, pois o mesmo diretor de Clube da Luta, Se7en e Zodíaco às vezes escolhe umas premissas tão insossas para dirigir que dá até desanimo.


Melhor ator

Vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei). Papel excelente desempenhado pelo ator, que conseguiu convencer (pelo menos a mim) com seu príncipe gago. Além do mais, 2010 vai ser o ano deste filme.
Meu voto seria: James Franco (127 Horas). Assim como Enterrado Vivo, o protagonista tem a responsabilidade de não entediar o espectador. E definitivamente eu fiquei entretido durante toda a projeção. Mas se eu tivesse montado a lista de indicados, meu favorito seria Na verdade meu voto iria para Viggo Mortensen em A Estrada.
Xingaria a mãe se ganhasse: acho que nessa categoria não haveria injustiça entre os possíveis contemplados.


Melhor Atriz

vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro). Melhor papel de sua carreira, superando seu trabalho em Closer. Esta é a categoria mais óbvia do ano.
meu voto seria: Natalie Portman. Sem pestanejar.
Xingaria a mãe se ganhasse: qualquer uma que não fosse a Natalie.


Melhor ator coadjuvante

Vai ganhar: Christian Bale (O Discurso do Rei). Num pau a pau com Geoffrey Rush, Bale esteve muito a vontade em seu trabalho, tornando esta disputa acirradíssima. a crítica diz que Rush vai ganhar, mas eu ainda aposto no meu feeling.
Meu voto seria:
Christian Bale (O Vencedor).
Xingaria a mãe se ganhasse: Qualquer um se não fosse Bale. Absurdo total!


Melhor Atriz Coadjuvante

Vai ganhar: Hailee Steinfield (Bravura Indômita). Ainda não entendi como ela não foi considerada para atriz principal, enfim...
Meu voto seria:
Amy Adams (O Vencedor). Gostei muito do personagem dela; ficaria satisfeito se levasse a estatueta.
Xingaria a mãe se ganhasse:
Helena Bonham Carter (O Discurso do Rei). Errr, Helena é uma ótima atriz, mas seu desempenho neste filme foi bem arroz com feijão. O que ela fez para receber a indicação?


Melhor Roteiro Original

Vai ganhar: A Origem. Esta é uma boa oportunidade de premiar o trabalho de Nolan ao invés de elegar o Discurso do Rei como o unanime campeão de 2011.
Meu voto seria:
A Origem.
Xingaria a mãe se ganhasse:
Minhas Mães e Meu Pai. Excelente filme, mas em termos de roteiro não faz nem sombra perto de seus concorrentes. História muito básica com alguns poucos elementos originais.


Melhor Roteiro Adaptado

Vai ganhar: O Inverno da Alma. Também vejo como uma boa oportunidade de premiar este trabalho consagrado em Sundance e tem ganhado elogios rasgados pela crítica.
Meu voto seria: Toy Story 3. Mesmo sendo uma terceira continuação, o brilhantismo está renovado e prova uma vez mais o poder absoluto da Pixar para contar histórias.
Xingaria a mãe se ganhasse: A Rede Social. Tentaram espremer uma história de um caso nem tão interessante que resultou num filme de mesma qualidade. O pior é que há quem diga que ele vai papar o troféu.


Melhor Animação

Vai ganhar: Toy Story 3. Alguém tem dúvida?
Meu voto seria: Toy Story 3
Xingaria a mãe se ganhasse: Qualquer um que não fosse Toy Story 3.


Melhor Fotografia

Vai ganhar: Bravura Indômita. Assista ao filme e saberá do que estou falando.
Meu voto seria: A Origem. Será uma pena ver Wally Pfister sair sem a estatueta. Mas acho que isso vai acontecer.
Xingaria a mãe se ganhasse: A Rede Social.


Melhor Edição

Vai ganhar: A Rede Social. Graças à montagem o filme pelo menos desperta a atenção do espectador.
Meu voto seria: O Vencedor. Prefiro o trabalho de Pamela Martin; gosto do ritmo do filme. Jamais se torna exaustivo.
Xingaria a mãe se ganhasse:
127 Horas. Sim, a edição trabalha a favor do filme quando o personagem começa a alucinar, mas em todos os outros momentos tira a tensão claustrofóbica que deveria evocar.


Melhor Direção de Arte

Vai ganhar: Bravura Indômita. Mesmo não concordando, acho que a Academia irá presentear os irmãos Coen em alguma categoria, e tenho quase certeza que será essa.
Meu voto seria:
A Origem. Será uma bela injustiça quando o filme dos ladrões de sonhos não levarem esta.
Xingaria a mãe se ganhasse:
Alice no País das Maravilhas. A única coisa que poderia ser boa neste filme era a Direção de Arte e o Figurino. Infelizmente pecaram feio no primeiro, tornando-o uma versão apenas melhorada de Castelo Ra-Tim-Bum. Odeio paisagens com cara de plástico.


Melhor Figurino

Vai ganhar: Alice no país das Maravilhas. Ok Tim Burton, agora é a sua vez.
Meu voto seria: Bravura Indômita. Muito mais coeso com o contexto do filme.
Xingaria a mãe se ganhasse:
Não xingaria ninguém nessa. Não ligo pra moda, roupa, estas frescuras.


Melhores Efeitos Especiais

Vai ganhar: A Origem. Sem sombra de dúvida.
Meu voto seria: A Origem. Merecidíssimo. Que cenas são aquelas do hotel sem gravidade. meu deus!
Xingaria a mãe se ganhasse: Alice no País das Maravilhas. Sem chance pra Tim Burton esse ano, independente de sua arrecadação ao redor do mundo.


Melhor Mixagem de Som

Vai ganhar: A Origem. Pelos mesmos motivos que Matrix ganhou em 2000. Vai levar todos os técnicos.
Meu voto seria:
A Origem.
Xingaria a mãe se ganhasse:
A Rede Social. Ah, geralmente os filmes barulhentos levam, a menos que algo específico ao áudio seja importante para o filme, como a projeção dos discursos do Rei e a reação da plateia.


Melhor Edição de Som

Vai ganhar: A Origem.
Meu voto seria:
A Origem.
Xingaria a mãe se ganhasse:
Incontrolável. Nem como válvula de escape este filme serve.

Várias outras categorias eu deixei de comentar/avaliar. Algumas pelo fato de que não vi os indicados; outras porque fiquei sem saco mesmo.

Agora é só esperar domingo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Troféu Lagunesco para os melhores filmes de 2010

Após passar o mês de janeiro catchin' up todos os filmes que não pude ver durante sua época de lançamento em 2010, finalmente eis aqui a lista considerada a "cereja do bolo". Os títulos aqui são aqueles LANÇADOS no Brasil nesse ano em evidência, por exemplo: Cisne Negro e A Rede Social foram indicados para o Oscar 2011, mas apenas a Rede fora exibido no Brasil até dezembro de 2010. O Cisne só aportará em nossas terras em fevereiro, agora. Portanto, o trabalho de Fincher só será considerado por mim ano que vem; I'm sorry.

Quanto à lista em si, foi um exercício mais difícil que nos anos anteriores. Demorou quase oito meses para que eu tivesse pelo menos 3 filmes que eu considerasse excelentes, e em meados de novembro já podia imaginar que a lista seria quase um aborto. Com sorte, vi em sequência vários bons títulos e finalmente respirei aliviado.

Anyways, aqui vão os melhores filmes lançados no Brasil em 2010:

1. A ORIGEM
2. TROPA DE ELITE 2
3. UM PROFETA
4. KICK-ASS
5. A ESTRADA
6. ZUMBILANDIA
7. A CAIXA
8. ILHA DO MEDO
9. COLAPSO
10. TOY STORY 3

A Origem, de Christopher Nolan, foi meu favorito do ano passado. Um páreo duro contra Tropa de Elite 2, entretanto; cada filme com sua proposta, um representando a arte pela arte, o outro valendo-se do cinema para botar o dedo numa das maiores feridas deonosso país. Assim, Com esse impasse, digo que a obra de Nolan ganhou por um nariz.

Richard Kelly, diretor de Donnie Darko, me impressionou com seu A Caixa, um trabalho mais contido que Southland Tales e talvez por isso até mais proveitoso. Kick Ass e Zumbilândia surgem em cena por desconstruírem o universo do qual fazem parte e ganharam posição no pódio. Toy Story 3 também figura como um de meus favoritos, pois ao revisitar o mundo dos brinquedos desde que vi o primeiro título há mais de 10 anos, o brilhantismo da Pixar continua intacto.

Um Profeta, película francesa, também arrasa. Ao meu ver, é um novo "Poderoso Chefão" da nossa geração ambientado num presídio. Na sequência, também menciono a adaptação "breathtaking" de A Estrada, do autor de Onde os Fracos Não Tem Vez, protagonizada por um Viggo Mortensen no auge de seu talento. Para fechar a lista, Colapso ganha destaque por ser um dos documentários mais perturbadores que já vi; uma pena que não teve nenhuma repercussão ao redor do mundo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

TOP 15 músicas 2010

Ano passado foi um excelente ano. Parabéns, 2010! Você entrou no meu top top! No âmbito da Música então, nem se fala! Conheci muita coisa boa nesses 12 meses e redescobri outras fodásticas também. Assim, no saldo geral, decidi fazer uma compilação do que de melhor escutei ano passado. Fique à vontade pra seguir minhas sugestões e baixá-los. Se você for esperto e tiver bom gosto, vai seguir meu conselho. Eis então a digníssima:

Obs: A lista não é composta por músicas lançadas em 2010, e sim músicas que conheci ou parei para escutá-las melhor nesse ano.

the great escape - we are scientists
bright lights - placebo
speak in tongues - placebo
change - deftones
minerva - deftones
cherub rock - the smashing pupkins
1979 - the smashing pumpkins
Francis Farmer will have her revenge on Seattle - nirvana
newborn - muse
Apocalypse Please - muse
chemo limo - regina spektor
ode to divorce - regina spektor
I hate everything about you - three days grace
true as the night - the vines
just a car crash away - mailyn manson

Primeiramente vem Deftones, elemento motriz para minha palestra e monografia sobre vampiros. Change e Minerva foram cruciais para retomar o gosto de ouvi-los. Em seguida vem o álbum de Manson, Eat Me, Drink Me. Dentre elas, Just a Car Crash Away traz uma melancolia tão forte que não tem como não querer ouvi-la apenas uma vez. Há um bom tempo eu não escutava MM, e foi bom revisitá-los porque percebi de imediato maturidade no som e na letra dos caras. Também tem o jovem e bom The Vines com True as The Night, destacando-se como a primeira música épica da banda com seus mais de 6 minutos (um recorde deles!) e suas distintas fases que fazem lembrar canções como Those Thieving Birds, Paranoid Android, Jesus of Suburbia, etc. Por fim, também aparece na lista Francis Farmer will have her revenge on Seattle, uma feliz colheita do álbum In Utero. Francis Farmer é pesada como só o Nirvana pode conceber, e ousada também. sua letra me fez lembrar muito um período que vivi entre fevereiro/março do último ano (para bom entendedor, meia palavra basta).

Dos sons inéditos, tive o prazer de conhecer a genial Regina Spektor e suas melodias visionárias (por falta de um adjetivo melhor). Ela é o tipo de artista muito à frente do nosso tempo, e quem dera se sua popularidade fosse alta como essas joças que tocam por aí. De seu primeiro álbum, Soviet Kitsch, duas me marcaram: Ode to Divorce, uma canção realista sobre separação e o ponto de vista feminino pouquíssimas vezes revelado com tanta crueza; e Chemo Limo, um som de cair o queixo. Primeiro porque sua "estória" é genial: uma jovem mãe de três filhos está câncer mas não tem nenhum centavo para se tratar com chemo (quimioterapia), e mesmo se ela tivesse, preferia pagar pra andar de limo (limusine) e morrer com estilo. Segundo, devido a sua estrutura: uma narrativa dividia num sonho pessoal, no retorno à realidade e na reflexão sobre suas crianças. Incrível.

Também conheci Muse, outros gênios da Música. Muse ganhou título de doutorado honorário pela sua contribuição à Arte! Duas músicas dessa banda britânica foram pra mim o melhor tesouro: Newborn, um trabalho explosivo, com um dedilhado muito inspirado e solos de guitarra excelentes; e Apocalypse Please, com um piano macabro que evoca toda a vontade do eu-lírico de que o munde acabe de uma vez. É o tipo de canção que você gostará de ouvir em 2012, quando os Maias provarem estar certos e assim dizermos adeus à toda vida na Terra.

Seguindo a lista tenho o som pesado de Three Days Grace com sua I Hate Everything About You. Música simples, do tipo "teenage angst", que após escutar uma vez já dá vontade de sair chutando bundas na rua. aliás, a marca principal da banda é causar esse tipo de sensação =)

Em penúltima instância trago aqui o caótico trabalho de The Smashing Pumpkins, uma banda que sofreu diversas transformações ao longo de mais de 18 anos de carreira mas que sempre contou com o cérebro da equipe, Billy Corgan. Fui fisgado por TSM a partir de seus primeiros trabalhos (Today, que conheci no Rock Band), e trouxe à essa lista dois de seus melhores exemplares: Cherub Rock e 1979. Essas duas, um dia, espero aprender a tocar e a cantar só pra ter o prazer de fazer um cover delas e assim aumentar meu leque de sedução.


Mas rufem os tambores: 2010 foi o ano de Placebo. Conhecia apenas duas músicas dos caras (Every You, Every Me e Meds), mas quando soube que eles tocariam quase ao lado da minha casa e a preço de custo, resolvi baixar sua discografia. Fiquei fascinado com a banda e seu show no Chevrolet Hall foi melhor do que eu esperava. Escolhi duas canções: Speak in Tongues e Bright Lights. A primeira é aquele tipo de música que te bota pra cima com frases simples e acima de tudo muito sinceras:

Don't let them have their way
Don't give in to yesterday
we can build a new tomorrow today.

Escutem e saberão do que estou falando. Brian Molko cantando-a faz qualquer marmanjo encher os olhos.

A segunda, Bright Lights, poderia facilmente ser a TOP master 2010 se eu criasse algum tipo de ordem na lista. É aquele tipo de canção que descreve exatamente a gente num determinado contexto, e devo dizer que não conheci outra nesse ano que falasse tanto sobre mim quanto ela. Exclusivamente postarei aqui sua letra, tradução seu link pro clipe no Youtube.



Luzes Brilhantes (e Buracos Negros)
Evoque sua mente para os dias em que eu fingia estar bem,
Eu tinha tanto a dizer sobre minha vida louca.
Mas agora que encarei o abismo, tantas pessoas eu irritei.
En tenho que encontrar um caminho balanceado,
uma maneira melhor de viver.

Então, eu ainda não desisti, mas todas as minhas escolhas
e minha boa sorte meio que desapareceram e me deixaram
preso numa prisão aberta.
Agora estou tentando me libertar, entrar num estado de empatia
Encontrar meu verdadeiro e interno Eu,
erradicar a alienação.

Ninguém pode tirá-lo de mim, e ninguém pode destruí-lo
porque um coração que dói é um coração que funciona.
(luzes brilhantes e buracos negros)
Um coração que dói é um coração que funciona.

é isso. até a próxima!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

TOP Fails de Hollywood

Adoro listas. classificar, julgar, falar mal, falar bem... auhauhauahuah isso é mesmo um exercício que prende a minha atenção e incita meu interesse em conhecer coisas novas. Tudo começou em 2003, mas pretendo contar o passado quando publicar aqui a minha lista dos melhores filmes de 2010.

Hoje, entretanto, vem a Lista Negra. No decorrer do ano passado, tive o desprazer de assistir a algumas películas constrangedoras. Sejam por seus roteiros capengas, atuações lastimáveis ou simplesmente por uma direção covarde, 5 delas, entretanto, me fez despertar um ódio por ser ocasionalmente teimoso. Afinal, para quem assiste tanto filme por ano (em 2003 eu assisti "apenas" 400) considero possuir bom faro para detectar algumas peças raras de picaretagens.

Eis aqui então os 5 piores filmes lançados no Brasil em 2010 e que eu tive o imenso azar de assistir. Em torno de 10 horas da minha vida nunca mais serão recuperadas =/ :


5. Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Há um certo tempo não confio mais em Tim Burton. Sua parceria com Johnny Depp (que perdeu a invencibilidade desde o remake da Fantástica Fábrica de Chocolates) já não é mais a mesma, e ao ver sua releitura da obra de Lewis Carroll, quase não consegui suportar toda a projeção da película no Cinema. Tim Burton precisa se reinventar; Johnny Depp precisa se desvincular um pouco de seu amante. Aquela fita de quase duas horas foi um desastre ainda maior para quem ainda apostava na dupla, e eu coloco Alice em quinto lugar justamente por achar que ainda havia esperança para eles. O filme é previsível, transborda marcas registradas burtonianas e deppinianas, possui um cenário digitalizado cuja estética é desastrosa ao plastificar Wonderland e ainda conta com aquela dança tosca do Chapeleiro Maluco no final.

4. O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer's Apprentice)
Nicolas Cage está com um grande pé de meia. Prova disso são os milhares de filmes que ele faz anualmente, praticamente sem se importar ao menos em ler os roteiros antes de entrar em furadas. Gosto do cara e várias de suas atuações, mas O Aprendiz de Feiticeiro é inteiramente sabotado por todo resto que circunda o ator durante as cenas, principalmente Dave. O garoto talvez seja o adolescente mais chato que vi nos últimos anos (ganhando disparado de Bella Swan), suas gags são embaraçosas e o romance colocado pra ele durante a trama faz menos sentido do que dizer que a Terra é quadrada.


3. O Último Exorcismo (The Last Exorcism)
Creio que a única coisa boa dessa bomba seja o cartaz que vi num shopping. Fora isso, a trama imbecil, a falta completa de originalidade para desenvolver o tema, o ator medíocre, a insistência em recriar uma nova Bruxa de Blair (vide a cena no final em que alguns personagens fogem pela floresta com a câmera ligada) e a tentativa frustrada de manter o espectador a salvo de dar gargalhadas durante a projeção tornam esta "obra" uma experiência frustrante a quem quer se arrisque.




2. Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs the World)
Houve um tempo em que me orgulhava ser nerd. Hoje, escondo a cara quando exemplos com esse filme pipocam nas prateleiras. Poucas vezes passei tanta vergonha em chamar os amigos pra assistir uma porcaria, principalmente porque eu tinha grandes esperanças quanto a este. Scott Pilgrim e sua idiota direção retrô à là Speed Racer com elementos de HQs e Videogames prova que nem sempre a salada mista da contemporaneidade é saudável (ou mesmo sã). Se alguém algum dia achar que eu ou meus amigos nerds se parecem ou mesmo lembram algum dos personagens deste filme, eu vou entrar com um processo contra o estúdio que permitiu essa heresia ser realizada.



1. Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love)
Um filme pra mulheres. Um filme pra mulheres que tem dificuldades em saber o que querem da vida, enquanto o mundo ao seu redor é extremamente paciente e compreensivo. Comer, Rezar, Amar é um livro para mulheres, adaptado por um homem (que queria ser uma mulher) e ousa tentar ilustrar o por quê delas serem do jeito que são: nonsense.
Infelizmente, a obra (que já enfatizei ser para mulheres) aborda o tema como se todas as representantes do sexo feminino fossem burras, tamanha a quantidade de clichés, lugares-comuns e uma interpretação sem sal liderada por Julia Roberts. Tenho convicção de que ela e Kristen Stewart devem ter feito aulas de "atuação" na mesma faculdade.


Não tive tempo (e paciência) para assistir Lula, o Filho do Brasil e também o Nosso Lar. O que é uma pena, pois tenho um palpite de que eles fariam parte dessa lista. O bright side disso é que poupei quatro horas da minha vida =)